O que, afinal “eles” ainda estão fazendo aqui, após milênios de perseguição?

O que estão nos comunicando? O que podem nos ensinar? Eu me perguntava com frequência. Escutava as pessoas falarem “da pureza”, da “inocência”, da “harmonia” que eles transmitiam, mas intuía que não era por aí. Devia existir algo mais complexo e importante que povos tão antigos e resistentes tinham a nos ensinar. -Fernando Schiavini-

De Longe Toda Serra é Azul

Meu primeiro livro, publicado em 2006, a obra tem caráter autobiográfico, memorialista e histórico. Relata 20 anos (1974 a 1994) de atuação junto às comunidades indígenas da Amazônia, discorrendo sobre as dificuldades naturais do trabalho de campo e a ideologia dos governos militares com relação aos indígenas.

No prefácio, faço uma análise crítica do relacionamento das populações autóctones com o estado desde o período colonial e, nos apêndices, relaciona todas as leis importantes que nortearam esse relacionamento.

Os Desafios do Indigenismo

Publicado em 2014, este livro narra, em 11 textos escritos em linguagem objetiva e técnica, as reais dificuldades que enfrentam as populações indígenas na atualidade, relacionadas à educação, saúde, infraestrutura comunitária e outros.

Nesses relatos, analisa as ações governamentais junto às populações indígenas, apontando seus vícios, paradoxos e equívocos que provocam, muitas das vezes,  efeitos contrários aos esperados dos programas, concebidos, geralmente, para o meio urbano, sem as devidas adaptações aos costumes tribais.

O Tribalismo

O livro O Tribalismo irei revelar como funcionam os sistemas tribais que convivi efetivamente com os povos indígenas por 40 anos. Os sistemas tribais são os mais antigos do mundo e também os mais resistentes, pois, apesar de todas as tentativas históricas de exterminá-los ou dissolvê-los, continuam existindo em todo o mundo.  Escrita de forma clara e objetiva, a obra pretende ser uma espécie de “manual” ao qual podem recorrer as pessoas que desejam ou já estão tentando viver em comunidades solidárias e sustentáveis.

Os indigenistas talvez sejam as únicas pessoas que podem entender que, se os indígenas não podem mais viver sem nós, nós também não podemos viver sem eles, pois simplesmente representam nossas raízes mais profundas e o que restou de natureza em nosso país

- Fernando Schiavini -