Guardião da machadinha sagrada indígena Krahô

Faleceu recentemente Kuhêkê, guardião da machadinha "Kyiré", resgatada pelos Krahôs, liderados por seu pai, Pedro Penon, do Museu Paulista, em 1987. Participamos dessa verdadeira epopeia, cheia de lances kafkanianos, que revelam a verdadeira face da nossa "intelligentsia". Registramos o episódio em um dos capítulos do livro “De Longe Toda Serra é Azul – Memórias de um Indigenista”, que publicamos agora, em homenagem a Kuhêkê e a todos os Krahôs.

Em 1987, na Funai, durante um encontro de pajés na Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso - Foto Amazonia.org.br

Acervo pessoal

 

CAPÍTULO 24

O RESGATE DA MACHADINHA SAGRADA

A primeira ação da qual participei, logo após nossa chegada em
Goiânia, foi o resgate do Kyiré, a machadinha de pedra semilunar dos
Krahôs, que se encontrava no Museu Paulista da Universidade de São
Paulo (USP). Essa ação já vinha sendo pensada e planejada há algum
tempo, quando estávamos ainda no Norte de Goiás. A machadinha
“Kyiré” faz parte da história e da cultura Krahô. Os contos ligados a
ela são muito antigos, de uma época mítica dessa etnia e recheados
de feitos guerreiros e passagens fantásticas.
Segundo a mitologia Krahô, ela foi conquistada por Hartant,
um líder que havia saído com um grupo de guerreiros em busca de
novas terras. Em determinado ponto da viagem, onde o grupo havia
parado para dormir, se encantaram com as canções que vinham de
uma serra, nas redondezas do acampamento. Esses cantos saíam
da própria Kyiré, cujo guardião era Txài, o pica-pau. Hartant
pediu a machadinha para Txài, que resolveu dá-la com uma série
de recomendações: ela jamais poderia ficar parada, devendo estar
sempre em movimento na mão dos melhores cantores da aldeia. Seus
guardiões teriam que ser honestos, sérios, e não se misturar com as
outras pessoas. Eles deveriamretirar a Kyirédurante a estação chuvosa
e outra vez durante a estação seca, empunhá-la constantemente,
sempre cantando, animando o povo nas caçadas, nos trabalhos da
lavoura, nas guerras e durante as festas.
Para os Krahôs, portanto, principalmente os mais antigos, o
Kyiré tem força própria. Ele conduz o cantor e não o contrário. Ainda
segundo a mitologia, eles haviam perdido várias vezes a machadinha
para outros povos, que também a cobiçavam, recuperando-a depois.
Ela teria servido também como arma de guerra em algumas ocasiões.
Em 1949, quando os Krahôs passavam por uma grave crise de
sobrevivência e de identidade cultural devido a um massacre sofrido em
1940, um antropólogo alemão, de nome Harald Schultz, que realizava
pesquisas na aldeia Pedra Branca, conseguiu adquiri-la de seu guardião,
trocando-a por um rifle. Os outros membros da aldeia só souberam do
fato algum tempo depois, quando o antropólogo já havia ido embora.
Ficaram muito tristes. Consideraram, entretanto, que nada mais havia a
fazer e deram a machadinha definitivamente por perdida.
Entretanto, em 1985, chegou à aldeia Pedra Branca, vindo de
São Paulo, outro antropólogo para realizar pesquisas para sua tese
de mestrado e ficou impressionado com a beleza de um canto que
um velho entoava no pátio da aldeia, à noite. Eu estava presente
nessa ocasião. Ele perguntou aos Krahôs que canto era aquele
que o velho entoava e eles lhe explicaram que se tratava de um
canto da machadinha Kyiré e a descreveram. Ele disse então que,
coincidentemente, havia visto um objeto igual àquele na vitrine do
Museu Paulista, pertencente à Universidade de São Paulo. Houve
uma comoção no pátio. Até o velho parou de cantar (não sei como,
mas,mesmo cantando, ele conseguira escutar a conversa) e veio saber
de mais detalhes. Pela descrição do antropólogo, tudo indicava que se
tratava da tão almejada Kyiré.
Para ter absoluta certeza, entretanto, os Krahôs pediram a
Paulo Cezar, um técnico em laboratório que prestava serviços na
terra Krahô e morava em São Paulo, que fotografasse a machadinha
que estava na vitrine do museu e trouxesse a foto para eles verem.
Assim foi feito e, com um grande alvoroço que atingiu a
todos da aldeia, confirmou-se a veracidade da informação dada pelo
antropólogo. Finalmente a machadinha reaparecera!
Começou então um longo preparativo para o resgate da Kyiré.
Como chegar a São Paulo? Como pegar a machadinha? Quem iria à
expedição? Onde poderiam se hospedar?
Penon, que era o chefe da aldeia, chamou a mim e a Paulo
Cezar e nos pediu que o ajudássemos a resgatar a Kyiré. A ideia de
Penon era levar um grupo de guerreiros para realizar a tarefa. Em
sua cabeça começava, provavelmente, a se formar o grande feito
guerreiro que isso deveria representar, seguindo a tradição mitológica
da machadinha sagrada.
Não poderíamos negar o pedido de Penon e, juntos, eu e Paulo
Cezar começamos a arquitetar uma estratégia para levar os Krahôs a
São Paulo, hospedá-los e ajudá-los a tirar a machadinha do museu.
Sabíamos que a tarefa não seria fácil. Na época, eu ainda ocupava o
posto de delegado da Funai em Araguaína e me encontrava às voltas
com as confusões e os processos que já relatei aqui, que finalmente
resultaram no meu afastamento da função. Esse afastamento
finalmente me deu tempo para cumprir a promessa que fizéramos a
Pedro Penon e, combinando com Paulo Cezar, finalmente botamos
nosso plano em marcha.
Paulo Cezar articulou, em São Paulo, a presença de 11
representantes Krahôs nas comemorações do Dia do Índio, que a USP
faria naquele ano. Para isso, ele conseguiu a cessão de três apartamentos
de estudantes no Centro Residencial Universitário da USP, o CRUSP,
para alojar a comitiva Krahô. Ao mesmo tempo, contatou a Rede Globo
de televisão, garantindo exclusividade sobre a matéria da chegada da
comitiva Krahô em busca de sua machadinha sagrada.
De minha parte articulei, em Goiânia, a apresentação cultural
dos Krahôs em uma universidade e no principal teatro da cidade,
como forma de trazê-los até Goiânia, via patrocínio da universidade
e, dali, com os recursos da bilheteria do teatro, levá-los até São Paulo.
Tudo correu como planejado. Chegamos a São Paulo
exatamente no dia 19 de abril de 1986 e fomos direto da rodoviária
para a sede do Museu Paulista, onde Paulo Cezar e uma equipe de
reportagem da Rede Globo nos aguardavam.

A machadinha, de fato, encontrava-se em uma das vitrines
do museu, com a identificação: “arma de guerra da nação Krahô”. O
diretor do museu, pego de surpresa tanto pela comitiva quanto pela
equipe de reportagem, foi solícito e garantiu que, se de fato fosse
comprovado que a machadinha era dos Krahôs, devolvê-la-ia sem
maiores problemas. Pediu apenas um ou dois dias para a verificação
dos arquivos do museu. Eu e Paulo Cezar nos entreolhamos e, com
certeza, pensamos a mesma coisa: seria tão fácil assim?
Dali fomos para o câmpus da USP, onde ocupamos nossos
alojamentos e cumprimos a programação acertada com a universidade.
À noite, assistimos, no Jornal Nacional, a matéria sobre a chegada da
comitiva Krahô ao museu. A sorte estava lançada.
Descansamos durante o final de semana e, na segunda-feira,
voltamos todos ao museu para cobrar a promessa do diretor e pegar
a machadinha. A primeira coisa que observamos era que ela já não se
encontrava mais na vitrine, o que nos intrigou.
Procuramos o diretor e o que ele dissera alguns dias antes não
valia mais. Ele recebera instruções do reitor da universidade para
não entregar a machadinha, uma vez que ela era “patrimônio da
humanidade” e que, portanto, não poderia ser devolvida aos Krahôs.
‒ E onde está nossa machadinha‒ perguntou o velho Penon.
‒ Mandei guardá-la no cofre do museu. Ela é muito valiosa e
ali onde estava poderia ser roubada ‒ teve a desfaçatez de responder
o diretor. Agora ele não era mais solícito, pelo contrário, nos tratava
com rispidez.
Penon era um sábio. Absorveu o golpe de ser chamado de
provável ladrão de seu próprio patrimônio e, com a diplomacia que
desenvolvera em mais de 40 anos de liderança de seu povo, respondeu:
‒ Vocês não entendem nada! Assim vocês vão matar a
machadinha, e ela não pode ficar trancada no cofre. Ela precisa
ficar em movimento; não pode ficar fechada no escuro. O senhor
prometeu que nos entregaria nossa Kyiré. O senhor é um velho, como
eu, porque não cumpre sua palavra?
O diretor ficou claramente com vergonha da situação e passou
a nos tratar com mais educação. Finalmente nos disse que teríamos
que procurar a reitoria da universidade para resolvermos o impasse.
Começava assim um processo que nem mesmo Kafka poderia ter
imaginado.
Por que, eu e Paulo Cezar nos perguntamos depois, os Krahôs
não fazem parte da humanidade?
Voltamos para o Crusp e marcamos audiência com o reitor,
o físico José Goldemberg. Sua posição, colocada de forma quase
autoritária, foi a que nos tinha sido transmitida pelo diretor do
museu: a machadinha agora era patrimônio da humanidade e não
poderia ser entregue aos Krahôs. Pediu ainda que desocupássemos
os apartamentos do Crusp, pois precisava deles para estudantes
estrangeiros que vinham estudar na USP.
Penon disse, com toda a sua diplomacia, mas com firmeza, que
só sairia de São Paulo com a sua Kyiré nas mãos. O reitor tentou
demovê-lo da ideia, mas nada conseguiu e nos despedimos.
Como eu e Paulo Cezar prevíamos, a batalha seria longa. Não
tínhamos mais dinheiro, a programação da Semana do Índio havia
terminado e, portanto, não tínhamos mais direito de tomar refeições
no refeitório central da USP. Não tardou muito para que viessem
as pressões para abandonarmos os apartamentos que estávamos
ocupando.
Tínhamos que conseguir apoios.
Começamos a circular com a comitiva Krahô pelos diretórios
centrais de estudantes, denunciando a posição da reitoria, pedindo
apoio em dinheiro e para pressionar a direção do Crusp a nos
deixar nos apartamentos e nos fornecer refeições, além, é claro,
deexigir da reitoria queentregasse a Kyiré. O caso começou a
circular nos inúmeros jornais internos e nas rádios do Câmpus e,
assim, os Krahôs e a sua luta pelo resgate da machadinha ficaram
conhecidos em todauniversidade. Volta e meia algum estudante

chegava com contribuições em dinheiro, que havia sido recolhido em
“vaquinhas” promovidas pelos DCEs. A direção do Crusp, devido
às pressões sofridas, não viu outra saída a não ser nos permitir que
ficássemos alojados ali. Apenas negociou para que desocupássemos
dois dos apartamentos, alegando que estudantes de outros países
já se encontravam na universidade para ocupá-los, o que, de fato,
constatamos.
Assim, ficamos, num total de onze pessoas, alojados em
um apartamento que normalmente comportava três estudantes.
Tínhamos que nos amontoar para dormir e até o banheiro do
apartamento servia como dormitório. Acrescente-se a isso o fato de
que recebíamos, durante todo o dia e boa parte da noite, visitas de
estudantes que iam ali para conhecer os Krahôs e prestar solidariedade
à sua causa. Vocês poderão ter uma vaga ideia, em seguida, de em que
se transformou esse pequeno apartamento do Crusp.
A fumaça, o barulho diuturno dos carros e aviões, acrescido do
retinir de milhares de bandejas e talheres do restaurante universitário,
que ficava em frente ao nosso alojamento,e o constante entra e sai
de estudantes nos deixava a todos estressados. Logo na primeira
semana, quatro Krahôs que compunham a comitiva, exatamente os
mais velhos, desejaram ir embora para a aldeia. Um deles, o velho
Tepyêt, entrou em estado catatônico. Deitou-se na cama de barriga
para cima, olhos fixos no teto e não conversava, não comia, nem bebia.
Apenas se levantou, de um pulo, quase uma semana após o início da
sua crise, quando anunciei que tínhamos conseguido dinheiro para
comprar a sua passagem e dos outros três companheiros para que eles
retornassem à aldeia.
Durante os cerca de dois meses e meio que durou a batalha
pelo resgate da machadinha, todos os integrantes da comitiva, exceto
Penon e seu filho Oswaldo, abandonaram São Paulo. Por duas vezes,
nesse período, eu próprio me desloquei para Goiânia, onde procurava
ficar o maior tempo possível “internado” em uma reserva florestal
que existia próximo à casa de Armando, onde morava com a minha
família. Somente assim, com a cabeça desanuviada da fumaça e do
barulho, conseguia forças para voltar a São Paulo.
Os Krahôs que retornavam para as aldeias não voltavam para
São Paulo, mas enviavam outros em seus lugares. Outros vinham
ainda por conta própria. Em determinada ocasião, nosso pequeno
apartamento chegou a comportar 17 pessoas.
Após algum tempo em que estávamos em São Paulo, a comitiva
ganhou um enorme reforço: Aleixo Pohi, um velho sábio, o mesmo
que nos defendera no julgamento em Araguaína, chegou a colocar os
doutores da USP por várias vezes em verdadeiros becos sem saída.
Mas, o nosso grande líder era mesmo o velho Penon. A
autenticidade, firmeza e persistência de Penon fizeram vitoriosa a
luta para recuperara machadinha. Penon investiu-se no papel do
verdadeiro chefe guerreiro, que não deve retornar sem a vitória. Nada,
absolutamente nada o abalava. Enquanto todos ficavam transtornados
pelo movimento infernal daquele lugar, ele permanecia impassível.
Atendia a todos os estudantes que o procuravam com a mesma
atenção e paciência, não reclamava jamais da comida, do barulho ou
da demora para se resolver a situação. Seu semblante era sempre tão
firme e ao mesmo tempo tão sereno que colocamos nele o apelido de
“Kenkran”, literalmente, cabeça de pedra, na língua Krahô. Penon e
seu filho Oswaldo foram os únicos que não retornaram à aldeia, até
que a Kyiré fosse entregue.
Enquanto isso, o processo kafkaniano rolava. A reitoria, ao
perceber que os Krahôs não desistiriam de seu intento, remeteu o
assunto para o Conselho Universitário, que se reunia apenas uma vez
por mês. Na primeira reunião em que o assunto foi apreciado pelo
conselho, remeteu-se a decisão final sobre o impasse para a próxima
reunião. O conselho desejava conhecer melhor o assunto, investigar
mais a origem e a história da machadinha. Mais 30 dias de São Paulo,
no mínimo, nos esperava.
Arregimentamos estudantes e professores de várias áreas da
universidade, além de nós próprios, para fazer um corpoacorpo com
os conselheiros. Ganhamos especial atenção e apoio para a nossa
causa da filósofa e então conselheira Marilena Chauí.
Todavia, “o outro lado” também se movimentava. Entre
uma reunião e outra do conselho, aconteceram dois fatos muito
interessantes e ilustrativos sobre como agem a burocracia e a
“inteligência” brasileira.
O primeiro foi outra audiência com o reitor, convocada por
ele próprio. Quando recebemos o chamado, ficamos animados;
imaginávamos que finalmente teríamos uma notícia favorável e, quem
sabe,ele nos comunicaria, finalmente, a decisão de entregar a machadinha.
Não era nada disso. Ao contrário, o reitor iniciou uma longa
conversa sobre patrimônios públicos e a impossibilidade burocrática
de se “doá-los” a quem quer que fosse. A sua intenção, mais uma vez,
era a de demover os Krahôs da ideia de levar a machadinha e acabou
fazendo uma proposta: que os Krahôs retornassem às suas aldeias,
fizessem uma réplica em madeira da Kyiré e a usassem para os seus
rituais. Afinal, disse ele candidamente, se seus antepassados foram
capazes de fazer um objeto tão bem feito em pedra-polida, vocês
podem agora fazer um igual, em madeira.
Penon, mais uma vez, com a sua infindável paciência, fez a sua
contraproposta:
‒ Não, senhor reitor, assim não fica bom para nós. Vamos fazer
assim: eu encomendo uma machadinha de madeira da nossa aldeia e
fico aqui esperando. Quando ela chegar, o senhor a coloca no museu
e me entrega a nossa Kyiré.
Obviamente, não houve negócio, e saímos dali resignados em
continuarmos a luta.
O segundo fato foi uma reportagem publicada na revista
Isto é, que trazia declarações de um antropólogo do CTI, dizendo
que a machadinha era um objeto “que tinha cerca de quatrocentos
anos”, que não tinha tanta importância na cultura Krahô e que havia
sido encontrado em “monturo” (lixo), na cidade de Pedro Afonso-
TO. Essas declarações magoaram profundamente todos os Krahôs,

principalmente Penon. Ele não conseguia entender como alguém,
principalmente alguém que se dizia amigo, podia falar uma coisa
daquelas de um objeto tão importante para eles.
Nos dias subsequentes à reportagem, aconteceu uma espécie
de audiência pública sobre o assunto, promovida pelo Conselho
Universitário. Na véspera dessa audiência, Penon foi procurado
discretamente por uma funcionária do museu que, revoltada com as
declarações do antropólogo, deu-lhe uma cópia do termo de doação
ao museu, feito por Harald Schultz, em 1949. Nesse termo, Schultz
revelava que a machadinha havia sido retirada da aldeia Pedra Branca,
na terra Krahô, que ela estava muito bem cuidada pelo seu guardião,
toda envolta em algodão, dentro de um cesto.
Durante a audiência, na qual se encontravam vários antropólogos,
professores e estudantes, inclusive o antropólogo que dera as declarações,
Penon mostrou o documento e pediu que o lessem para ele em voz alta.
Conseguiu, assim, desmoralizar completamente as versões maldosas
sobre a machadinha e ganhar adeptos para a sua causa.
Finalmente, em junho de 1986, após decisão favorável do
Conselho Universitário, a machadinha foi devolvida aos Krahôs
em uma cerimônia promovida pela reitoria. A fórmula burocrática
encontrada pela USP foi “emprestar” a machadinha em comodato
aos Krahôs por tempo indeterminado.
A Kyiré voltou para a aldeia Pedra Branca, onde permanece
até hoje. Penon, ao retornar para sua terra, promoveu uma grande
festa para mostrar a todos os Krahôs o troféu que reconquistara. A
partir daí, passou a transmitir para os jovens as antigas histórias e os
cantos da machadinha sagrada, cuja idade se perde no tempo mítico
dos Krahôs.

De Longe Toda Serra é Azul – Memórias de um Indigenista

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